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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Broadway terá sua primeira Cinderela negra

Broadway terá sua primeira Cinderela negra
Publicado: revista Fórum

A atriz norte-americana Keke Palmer, de 21 anos, fará história: a partir de 9 de setembro, será a primeira Cinderela negra em toda a existência da Broadway. Ela protagonizará a peça Rodgers & Hammerstein’s Cinderella.
“É algo que eu nem consigo acreditar que está acontecendo de verdade”, narrou Palmer à Associated Press. “Estou muito empolgada e nervosa ao mesmo tempo. Um monte de sentimentos simultâneos.”
“Ela atua de maneira linda, ela dança, ela canta. É uma jovem formidável”, afirmou o produtor Robyn Goodman, vencedor do Tony, o Oscar do teatro americano. “Nós sempre escalamos as melhores pessoas para os papéis”, declarou, referindo-se à escolha da nova Cinderela.
Palmer contou que se espelha em outra estrela negra para interpretar seu papel: a atriz Brandy Norwood, que já viveu Cinderela em uma versão para a TV. “Sinto que a razão de eu estar assumindo o papel é justamente por ter visto Brandy fazê-lo na TV. Isso mostra que tudo é possível”, disse.
Outros clássicos da Broadway têm aberto espaço a atores afrodescendentes. Recentemente, Norm Lewis se tornou o primeiro negro a representar o Fantasma da Ópera na peça que leva o mesmo nome.

Foto de capa: Reprodução

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ocupado por artistas, prédio abandonado no centro de SP tem shows, oficinas e arte

Cerca de 80 artistas ocuparam o prédio desde o dia 1º de maio; lugar tornou-se residência artística e centro cultural
matéria:Gabriel Nanbu
publicado:virgula.uol.com.br

Se você estiver nos arredores do metrô Anhangabaú, em São Paulo, é possível que ouça sons de guitarra e bateria vindo de algum lugar ali por perto. Se seguir o barulho, encontrará a fachada de um prédio velho e destruído na Rua do Ouvidor, nº 63. As apresentações de música que ocorrem no porão do edifício, geralmente às quintas, são só uma das atividades que vêm acontecendo por lá desde o último dia 1º de maio. Naquele Dia do Trabalho, um grupo de cerca de 80 artistas – pintores, desenhistas, cineastas, músicos, fotógrafos, atores, dançarinos – ocupou o local, até então abandonado, e o transformou em um efervescente centro cultural.

"Pegamos um prédio que estava há nove anos ocioso e o revitalizamos. A gente ocupou com a intenção de transformá-lo em uma residência artística e um centro cultural", diz a figurinistaGicodéllic (na foto aqui embaixo, de amarelo), do Androides Andróginos, coletivo que articulou a ocupação.



A programação da Ouvidor 63, voltada para quem quer que tenha interesse, é afixada na entrada do prédio e postada no Facebook. Nos últimos três meses, têm rolado oficinas diversas (de edição de vídeo a dança com bambolê), exibição de filmes (Cineclube Inferno, no terceiro andar; não espere assistir a Os Vingadores por lá) e apresentações performáticas, dramáticas e musicais. O edifício serve, ainda, como lugar de dormir e trabalhar para uma galera de talento com projetos em desenvolvimento.

A reportagem do Virgula Inacreditável subiu os 13 andares do edifício (exercício da semana). Os novos habitantes da Ouvidor, 63 deram um senhor talento no lugar. Limparam as salas, consertaram encanamentos, mexeram na fiação elétrica e decoraram as paredes com desenhos bacanas (com isso, também gastaram uma grana).

Pelos cantos, há som de gente fazendo música, instalações de arte, araras de roupa. Entre janelas de vidro quebrado com vista para a Praça da Bandeira, lêem-se frases pichadas na parede: "A revolução sexual começa pelo cu", "O homem é a cura do homem".

Conversamos com alguns artistas do rolê. Um pintor, Augusto Amaral (o cara da foto no começo da reportagem), nos impressionou bastante. Ele nos recebeu em seu ateliê/ dormitório, no terceiro andar, e mostrou quadros e seu caderno de desenhos. Com influência de pintores clássicos e de ilustrações de HQ, ele cria coisas de fazer cair o queixo.

"A ideia é ter um lugar de pensamento aberto que atenda à arte de forma inteligente e com real qualidade. Não é para ter Naldo aqui. Deixa o Naldo lá fora. Nós corremos atrás de caras como Van Gogh e Elis Regina e fazemos acontecer de forma colaborativa. Deveriam copiar esse modelo em outros lugares", disse Augusto, antes oferecer um pedaço de chocolate.

O futuro da ocupação artística, no entanto, é incerta. A Ouvidor 63 recebeu, há duas semanas, uma notificação de reintegração de posse e agora estuda uma forma de revertê-la na Justiça. O imóvel pertence ao Governo do Estado, mas não é utilizado por ele desde a década de 80. Contatada pela reportagem, a Secretaria de Planejamento, responsável pelo edifício, informou que a destinação do prédio está "sendo estudada pelo Conselho do Patrimônio Imobiliário".



Pedro Marini (foto acima), baixista da banda gaúcha Picanha de Chernobill e organizador dos eventos no porão da Ouvidor 63, se mostra cético quanto a continuidade da ocupação. "Algumas pessoas já saíram do prédio com medo de terem seus materiais de trabalho confiscados em uma futura reintegração de posse feita pela polícia. Muitos não querem mesmo pagar para ver. Não sabemos o que fazer", disse.

O músico foi um dos que participaram do ato de 1º de maio e organizou a vinda de um ônibus com cerca de 30 artistas de Porto Alegre para participar do projeto. "O prédio estava condenado, sem fio elétrico, sem encanamento, sem nada. Tinha só o esqueleto. A gente investiu grana e energia para melhorar o edifício", disse. "Eu me emociono todo dia que subo e desço essas escadas. Você se depara com caras com muito talento, mas que estariam dormindo em praça se não estivessem aqui".

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Com canções de Chiquinha Gonzaga, espetáculo chega a Curitiba

Silvana Marques/Divulgação / O espetáculo tem apresentações nos dias 9 e 10 de agosto, no Teatro Guaíra O espetáculo tem apresentações nos dias 9 e 10 de agosto, no Teatro Guaíra
publicado: gazeta do povo

A comédia musical “Forrobodó - Um Choro na Cidade Nova” tem apresentações nos dias 9 e 10 de agosto, no Teatro Guaíra.
O espetáculo que teve sua última encenação, em 1995, ganhou uma nova montagem em julho deste ano.
Na versão anterior, procurava-se reconstituir o estilo ingênuo e pitoresco de uma época do teatro carioca, agora, o musical está renovado e mais musical.
Do musical participa a atriz Juliana Aves.