segunda-feira, 23 de março de 2015

Uma conversa com meu filho negro

Nesse curto docum­entár­io, pais revel­am sua luta para dizer aos filho­s que talve­z eles sejam alvo de racis­mo pela políc­ia
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publicado: uol.com.br

Manifesto Basta de Racismo! Basta de Impunidade!



sábado, 21 de março de 2015

21 de Março Dia mundial de combate ao Racismo - Seppir 12 anos


por:Hélio Santos
Presidente do Conselho do Fundo Baobá para a Equidade Racial


Shaperville é aqui

A presença de um órgão do governo central com status de ministério, como a SEPPIR, foi e continua sendo fundamental para a consolidação da cidadania da população negra e, consequentemente, para a efetivação da democracia no Brasil. Vejo a SEPPIR como uma instância decisiva para o verdadeiro desenvolvimento do país. Portanto, nesses 12 anos de vida, seria importante realçar a SEPPIR nessa perspectiva: a de um instrumento que potencializa a possibilidade de um desenvolvimento com sustentabilidade moral. O que ainda não temos aqui no Brasil.

O Dia 21 de março, data internacional celebrada pela ONU, reporta-se ao “Massacre de Shaperville”, denominação dada ao morticínio de 69 negros pelas forças da repressão do apartheid da África do Sul, no já distante ano de 1960. Trata-se de uma data que procura valorizar a vida – bem que antecede a qualquer outra coisa. Aqui no Brasil, em 2012, cerca de 30 mil jovens foram mortos por homicídio. Destes, 76,5% eram negros, aproximadamente 23 mil, o que dá uma média diária de 63 vidas ceifadas absurdamente. Hoje, em 2015, essa média não caiu. Todos os prognósticos apontam para um crescimento. Isso equivale a dizer: temos aqui todos os dias, praticamente, um “Massacre de Shaperville”!

Na comemoração dos 12 anos da SEPPIR eu preferiria comentar sobre políticas públicas inovadoras – como as voltadas para a comunicação e geração de renda. Poderia também falar da consolidação do que já foi arduamente conquistado até aqui. Todavia, a persistirem os atuais níveis de violência, penso no impacto que já se faz sentir nas curvas demográficas que medem a população negra. São vidas de homens ainda jovens que não procriaram e que são ceifadas sem parar.

Portanto, me inspiro em Shaperville para que pensemos – Movimento Negro e SEPPIR – numa ação que reduza a níveis civilizados essa mortandade inaceitável. Exige-se aqui uma política de Estado de cunho multidisciplinar e sistêmico; o que requer diversas ações que têm uma capilaridade complexa, com fôlego suficiente para efetivar o fim dessa doença que arruína o futuro. Além de diversos ministérios que atuarão em conjunto para o sucesso dessa estratégia, será imprescindível a participação dos estados, Ministério Público, meios de comunicação e da sociedade. Enfim, há que se armar uma verdadeira guerra pela paz. Uma paz que dê conta de pôr fim à morte banal do jovem negro brasileiro. É intolerável a manutenção desse quadro.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Aluna negra e de escola pública aprende francês em casa e é aprovada na Sorbonne

publicado: uol
Natália estuda letras modernas na Sorbonne
As primeiras aulas de francês começaram na cozinha de casa, onde a filha virou aluna e a mãe, professora. Naquela época, Natália Marques não sabia que as lições iriam levá-la tão longe: hoje ela estuda letras modernas na Universidade Paris-Sorbonne.
Mas o caminho até a França não foi simples. Natália sempre estudou em escolas públicas e a família não tinha dinheiro para matricular nenhum dos três filhos em um curso de idiomas. "Eu vi que os primos dela aprendiam inglês desde criança. Então eu disse 'filha, não posso pagar, mas vou te ensinar o que eu sei", conta a mãe Sandra Marques, que aprendeu as primeiras palavras em francês com uma amiga e depois ganhou uma bolsa para estudar o idioma na adolescência.
Sem dinheiro para um curso da filha, a mãe instalou um quadro branco na cozinha e começou a ensinar Natália aquilo que sabia. Sandra é professora de educação infantil e, por causa da fluência em francês, nas horas vagas trabalha como baby sitter (babá) em casa de famílias estrangeiras que moram no Brasil.
Por influência da mãe, Natália também começou a trabalhar cuidando de crianças francesas no horário de folga da escola. Em 2012, foi convidada para acompanhar uma família francesa que iria voltar para o país.
"Fiz cursinho e fui aceita na PUC com bolsa integral pelo Prouni. Mas, para minha surpresa, no primeiro semestre de aula recebi uma proposta para ser au pair [babá] na França e não hesitei: larguei tudo e vim para cá", diz.
Ficou quase um ano trabalhando por lá e voltou com um novo sonho: fazer uma faculdade na França. Foi um longo ano de preparação para o exame de proficiência, com muitas horas de estudo em casa, e a seleção. "Tinha dias que não aguentava mais estudar e tudo parecia tão impossível que tinha vontade de chutar o balde. Mas minha mãe sempre dizia que eu era inteligente e que podia ir longe", diz


Arquivo pessoal
 
Natália Marques aprendeu francês em casa com a mãe "Quando li o e-mail dizendo que tinha sido aceita na Sorbonne, as lágrimas caíram involuntariamente. Chorei em silêncio. Depois li o e-mail mais uma vez e então comecei a gritar e a dar risada ao mesmo tempo. Pensei que a minha mãe fosse desmaiar", diz.
Há cinco meses em Paris, Natália mora na casa dos pais do namorado e viveu boa parte desse tempo com os cerca de 200 euros que a família conseguia mandar mensalmente. Assim que chegou conseguiu um emprego, mas teve que abandoná-lo para dar conta dos estudos.
"Sempre soube que o ensino na escola pública no Brasil era precário, mas vindo para cá senti na pele essa diferença. Os outros alunos sabem um pouco sobre tudo. Alguns até me ensinam coisas sobre a história do Brasil que eu mesma não conhecia. Às vezes é vergonhoso", diz. "Eu sinto que tenho progredido, e esse segundo semestre já está bem melhor que o primeiro. Os professores são bem compreensivos e estão sempre à disposição, isso ajuda bastante".
Agora com um novo emprego, ela busca outra moradia e pretende ajudar outros brasileiros que sonham em estudar na França. "Estou desenvolvendo um blog e um canal no YouTube para ajudar e incentivar pessoas que querem vir para cá", conta.

Centro Cultural Humaitá construindo sua Sede

Adegmar José da Silva, o Candiero, circula sob o vão do viaduto do Capanema: projeto será realizado pelo Centro Cultural Humaitá “na raça” em até três anos. | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
 publicado:gazeta do povo


Centro de cultura afrobrasileira vai ocupar, com escolas de arte e biblioteca, espaço abandonado sob o Viaduto do Capanema
Um dos espaços urbanos mais degradados de Curitiba, o vão sob o Viaduto do Capanema entre os trilhos do trem e a Avenida Omar Sabbag, está em vias de renascer.
A prefeitura concedeu o uso do espaço ao Centro Cultural Humaitá (CCH), uma entidade que atua há treze anos na pesquisa da arte e cultura afro-brasileira através de projetos sociais.
O acordo prevê um prazo de um ano para que o CCH apresente o projeto da revitalização do local com o plano de custeio e alvará de construção. O grupo terá três anos para concluir as obras e será responsável pela manutenção, segurança e encargos tributários do imóvel.
No próximo sábado (21), a prefeitura e voluntários do CCH vão iniciar um mutirão para a limpeza do espaço, que nos últimos anos tem servido como casa precária para moradores de rua e mocó para usuários de drogas. O projeto da reforma já foi encomendado ao arquiteto Homero Réboli, que não vai cobrar nada pelo trabalho.
Segundo o atual presidente do CCH, Adegmar José da Silva –o Candiero –, a ideia é criar um centro que disponha de teatro, uma biblioteca temática, oficinas e escola de arte, música, capoeira, esportes, vivências culturais, exposições e eventos abertos à comunidade todos os dias da semana.
Para Candiero, o centro terá a missão de unir dois extremos: cultura ancestral e cultura digital. “A ideia é criar um ponto de convergência entre a rua e a academia, entre a cultura popular e a erudita. Usar um espaço no coração da cidade para valorizar e dar visibilidade à história e cultura afrobrasileira em Curitiba e no Paraná”, disse.
“É um espaço histórico de convergência da cidade”
Presidente do Centro Cultural Humaitá, o ativista social e mestre de capoeira Adegmar José da Silva, o Candiero, afirma que a instalação do centro cultural no Capanema vai ajudar a dar visibilidade à presença do negro na formação da identidade curitibana. Leia a matéria completa
Para financiar a primeira fase do projeto, o CCH articula o lançamento de uma campanha de financiamento coletivo. “É uma estratégia possível para iniciar o trabalho até que a gente consiga parceiros públicos e privados, que só vão investir depois que a nossa estrutura estiver funcionando.”
Vila Tassi
Candiero observa que a localização da futura sede do CCH tem um forte significado para a comunidade negra de Curitiba. “Aqui ficavam as três arvores da antiga Vila Tassi, onde os ferroviários faziam seus batuques no fins de tarde. Foi o berço do samba em Curitiba, que deu origem à escola de samba Colorado e à bateria Boca Negra. Maé da Cuíca morava a cem metros daqui”, ressalta.
Ele avalia que a concessão do imóvel foi uma vitória obtida “pelo cansaço”. O primeiro pedido do uso do espaço foi feto em 2001 pelo rapper Don Joey, com inspiração no uso deste tipo de construção outras cidades. Desde então, o grupo protocolou pedidos todos os anos, todos negados. “Em 2014, o grupo perdeu o espaço que tinha na reitoria da UFPR, e essa necessidade fez com que uníssemos as forças para turbinar o pedido. Ligávamos toda a semana para a prefeitura e agora conseguimos ”, disse.

*21 de março é o dia em que será dado o pontapé inicial da reforma, um mutirão de limpeza promovido pela prefeitura e voluntários. O Humaitá tem prazo de três anos para concluir as obras.

 

STF e CNJ terão cotas de 20% para negros em processos seletivos para servidores

 | Carlos Humberto/Carlos Humberto - SCO - STF

Ricardo Lewandowski assinou a resolução nesta quarta-feira
publicado: gazeta do povo
Os concursos públicos para o Supremo Tribunal Federal (STF) e os cargos efetivos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terão cotas de 20% das vagas para negros. O presidente do STF e do CNJ, Ricardo Lewandowski assinou resolução e uma instrução normativa nesta quarta-feira (18) que regulamentam a Lei 12.990/2014, que prevê a reserva de cotas para negros em órgãos federais.
A resolução assinada por Lewandowski leva em conta o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288), e a decisão tomada pelo plenário do STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186, que definiu como constitucional o sistema de cotas da Universidade de Brasília (UnB).
Durante a solenidade de assinatura da resolução, o ministro afirmou que em breve o CNJ deve deliberar para que as políticas afirmativas em concursos sejam estendidas a todo o Judiciário.

terça-feira, 10 de março de 2015

Divando a Feira Afro Chic

por: Francielle Costacurta
Aconteceu neste sábado 07/03 o 1º Afro Chic de Curitiba. O espaço do Solar do Barão ficou pequeno de tantas Divas Makes. Entendam meninos... Divas Makes são aquelas que fazem acontecer a vida com encantos e realeza.  No Solar, mulheres no auge dos seus "blacks-trances" eram perseguidas pelos olhares esbugalhados dos meninos. Crianças eram fadas, príncipes, princesas, heróis, heroínas personificadas no estilo personal black mirim. E nesse clima a cultura se reluzia em um grande banquete familiar. Ninguém se conhecia, todos se conheciam, todos se viam, se tocavam, todas mais que sorriam.
Enfim, não havia espaço para timidez e a feiura  com certeza, não fora convidada para feira Afro Chic. Assim, que venham outras "Afro Chic" para nos embebecer de tanta beleza....aff