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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fora do mapa: documentário levanta debate sobre marginalização das favelas

publicado: revista Fórum

Filme mostra que cada mapa representa muito mais do que uma cartografia geográfica de um determinado local, possuindo uma história social e política, um discurso
Moradores das favelas do Rio de Janeiro afirmam que o governo do estado teria solicitado à empresa Google Maps a retirada do nome “favela” do mapa, causando indignação nos moradores, que se sentiram ainda mais diminuídos e excluídos da sociedade. Tal iniciativa implicaria que as favelas e suas comunidades seriam invisíveis, não apenas para o Estado, mas para o resto do mundo. Diante desses questionamentos e reivindicações é que foi desenvolvido o documentário “Todo mapa tem seu discurso”, realizado pela Rede Jovem e dirigido por Francine Albernaz e Thaís Inácio.

Segundo os realizadores do documentário, a ideia surgiu quando o projeto “Wikimapa”, um aplicativo que promove o mapeamento das favelas de forma colaborativa com os moradores, começou a ganhar popularidade na comunidade e entre turistas que iam visitar as favelas.

Durante o filme, moradores das comunidades Cidade de Deus, Capão Redondo, Favela da Maré, entre outras, falam sobre a vida cotidiana nas favelas e verbalizam a indignação de serem tratados como uma população invisível, ao ponto de não constarem no mapa oficial da sua própria cidade.

Depoimentos como o de Dálcio Marinho, geógrafo do Observatório de Favelas, afirma que o fato de não constar no mapa implica problemas políticos, econômicos e sociais em grande proporção. Ele declara que quando a favela não consta no mapa da cidade não há como se destinarem os devidos recursos financeiros, pois não se tem dimensão real do tamanho geográfico dessas áreas e tampouco sobre as adversidades sofridas pelos moradores.

A obra se destaca pela iniciativa de tentar desmistificar a ideia de que o mapa seja apenas um objeto simbólico, uma simples ferramenta de localização. O filme mostra que cada mapa representa muito mais do que uma cartografia geográfica de um determinado local; cada mapa possui uma história social e política, um discurso. Os questionamentos e reivindicações afloradas durante o filme servem de base para reflexões e debates sobre a exclusão social das favelas.
Para assistir o trailer do documentário acesse:

Em Cartaz: O Samba

Em cartaz apenas hoje em Curitiba, documentário investiga a mais brasileira das manifestações culturais
Divulgação / Martinho da Vila conduz a narrativa do longa franco-suíço
publicado: gazeta do povo - 28-07-2014

A música tem lugar fundamental na produção do documentarista franco-suíço Georges Gachot. O Samba – em cartaz no Espaço Itaú, em Curitiba , às 19 horas, dentro da Mostra Imovison 25 Anos– é seu terceiro filme sobre a música brasileira depois de Maria Bethânia: Música É Perfume (2005) e Rio Sonata (2010), com Nana Caymmi. O documentário mostra o samba sem cair nos lugares-comuns. Com proposta abrangente e tom de reportagem, o gênero musical é apresentado enquanto cultura, linguagem e estilo de vida.

Muito além da sensualidade da dança, observa outros aspectos do fenômeno, dando destaque às letras, à dimensão social, à melancolia.

Gachot faz de Martinho da Vila o condutor da narrativa e esboça, de passagem, um retrato do cantor e compositor. Martinho brilha pela espontaneidade e pelas observações precisas que faz sobre o gênero musical e sua história. Enquanto isso, canta músicas com aquela voz inconfundível, mansa e cheia de meneios.

Intérpretes como Ney Matogrosso, Leci Brandão e Moyseis Marques dão belos depoimentos. Apesar de a escola de samba Vila Isabel ser outro foco da reportagem, o Carnaval não ocupa o centro das atenções. Gachot percebeu que o samba ultrapassa o hedonismo carnavalesco e insistiu em mostrar a escola como um microcosmo, como o lugar em que o samba é parte da identidade das pessoas.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Essa mulher confrontou o racismo olho por olho e veja o que aconteceu

publicado:http://racismoambiental.net.br/

Essa é Mo Asumang seu pai é Ganês e sua mãe Alemã. Descontente com a onda de racismos e discriminação em alguns países ela decidiu enfrentar cara a cara o que Neonazistas e outros grupos tem a dizer. Percorreu ruas da Alemanha portando uma câmera em busca de seu objetivo questionando o que eles tem contra sua raça e quais seus planos para os negros. O resultado disso foi fantástico, virou um documentário que contou com o apoio da BBC News que reproduziu esse vídeo.
Guerreira essa garota! Recebeu insultos e teve que engolir seco por várias vezes no vídeo… Mas seu trabalho está ganhando o mundo!