domingo, 31 de março de 2013

Dra. Nilma Lino Gomes nomeada Reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira



O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nomeou os novos dirigentes da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), com sede em Redenção (Região Metropolitana de Fortaleza). A educadora Nilma Lino Gomes vai assumir o cargo de reitora da Unilab e o economista Fernando Afonso Ferreira Junior, atual pró-reitor de Planejamento, ficará à frente da vice-reitoria.

A posse de Nilma Gomes ocorrerá na próxima segunda-feira, no MEC, em Brasília. Já Fernando Afonso será empossado terça-feira, pela nova reitora, no Campus da Liberdade, em Redenção. O atual reitor da Unilab, Paulo Speller, vai deixar o cargo para assumir a Secretaria da Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação.

Nilma Lino Gomes – reitora

Nilma Gomes possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1994), doutorado em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (2002) e pós-doutorado em Sociologia pela Universidade de Coimbra – Portugal (2006).

Atualmente é professora associada do Departamento de Administração Escolar da Universidade Federal de Minas Gerais, Bolsista de Produtividade/CNPq, coordenadora-geral do Programa Ações Afirmativas na UFMG e do NERA – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas.

É conselheria do Conselho Nacional do Educação, onde integra a Câmara de Educação Básica. Tem experiência na área de Educação e Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: organização escolar, formação de professores para a diversidade étnico-racial, movimentos sociais e educação, relações raciais, diversidade cultural e gênero.

Estudantes negros têm maior probabilidade de insucesso na escola, dizem pesquisas


Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Duas pesquisas da Universidade de São Paulo indicam que alunos negros têm maior possibilidade de fracassar na escola do que os brancos. Para os pesquisadores o menor êxito dos negros é resultado de condições socioeconômicas. Contribuem também fatores culturais. Um deles é o preconceito desenvolvido por professores. Pequena parte deles acredita que os alunos negros terão, naturalmente, desempenho pior do que os brancos.

O conjunto de fatores determina que, quando os estudantes chegam ao 6º ano do ensino fundamental, 7% dos alunos brancos tenham mais de dois anos de atraso escolar, e entre os negros, o indicador chega a 14%. Os números são apresentados no artigo Fracasso Escolar e Desigualdade do Ensino Fundamental da pesquisadora Paula Louzano, publicado no relatório De Olho nas Metas de 2012, lançado pelo movimento Todos pela Educação.

O artigo é baseado no questionário socieconômico da Prova Brasil 2011, aplicada nacionalmente e respondido por 2,3 milhões de alunos do 5º ano. Dos alunos que responderam à questão de reprovação ou abandono da escola, um terço havia passado pela situação de insucesso na escola. Desses, 43% se autodeclararam pretos, 34% pardos e 27% brancos, segundo a denominação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Paula Louzano afirma que os números gerais são alarmantes e o cenário se agrava mais para alguns grupos sociais. “A chance de isso [repetência ou abandono] acontecer não é distribuída igualmente entre grupos. Alguns tem processos mais tortuosos, o que está ligado também ao nível socioeconômico. A desigualdade que marca o Brasil se reproduz no sistema de educação”, diz a pesquisadora.

No Norte e no Nordeste, a probabilidade de um aluno preto repetir o ano ou abandonar a escola é respectivamente 53% e 52%. Para os alunos pardos, o índice chega a 47% e a 45%. Nas mesmas regiões, a possibilidade de fracasso entre alunos brancos é 46% na Região Norte e 44% na Região Nordeste. O Sudeste apresenta os menores índices nacionais, 36% para os alunos pretos, 27% para os pardos e 22% para os brancos.

A também pesquisadora Marília Carvalho faz pesquisas qualitativas. Segundo ela, é preciso esclarecer que o fracasso escolar não é do aluno, mas sim da escola que não foi capaz de dar ao estudante o nível de aprendizado e desempenho esperado para o período. Durante as pesquisas, ela observou que a cor autodeclarada pelo estudante está relacionada também ao seu desempenho.

“O processo de declaração diz respeito a autoimagem que a pessoa tem. No conjunto da sociedade, quanto mais escolarizada, com maior renda, a pessoa é clareada. O processo ocorre na escola. Quando as crianças vão bem, elas são clareadas, tanto para si mesmas quanto para professores e colegas”, diz Marília Carvalho.

Ela acrescenta que os próprios professores declararam que nunca tiveram a oportunidade de discutir questões raciais nem durante a formação, nem no espaço coletivo da escola. “Relações de racismo marcam a nossa sociedade. As crianças negras têm que enfrentar mais esta dificuldade na escola, têm que se afirmar a todo momento e gastam parte da energia que deveria ser voltada ao aprendizado para se defender”.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Para uma Quinta tão Santa: Emilio Santiago - Ao Vivo - O Melhor das Aquarelas


A invisibilidade do racismo, por Lázaro Ramos

publicado: africas.com.br Estou muito feliz e orgulhoso por participar dessa campanha do UNICEF que demonstra claramente o impacto do racismo na infância. É importante chamar atenção de toda a sociedade para um problema invisível para muitos, mas muito real para quem sente, de verdade, na própria pele os efeitos dele. Crescemos numa sociedade na qual virou lugar comum dizer que o brasileiro não é racista, posto que é um povo multicolor, fraterno e cordial; e que os problemas são de ordem social e financeira apenas. Entretanto, essa campanha inovadora do UNICEF traz luz aos indicadores oficiais que não nos deixam dúvidas. O racismo é real! Existe dolorosamente para milhares de meninos e meninas indígenas e negros. Esse racismo não se revela apenas no constrangimento imposto, muitas vezes de forma dissimulada, às nossas crianças. Ele se mostra num aspecto ainda muito mais cruel, que é o de violar e impedir que as crianças e os adolescentes realizem os seus direitos de viver, aprender, crescer e se desenvolver plenamente. Parabéns, UNICEF, pela coragem e pela iniciativa. Essa atitude me deixa ainda mais orgulhoso, pois, se eu já tinha orgulho de ser embaixador do UNICEF, agora tenho mais ainda com a coragem e com o compromisso de vocês, e de todos os parceiros envolvidos, de fazer uma campanha como essa. Espero realmente que a nossa sociedade possa, definitivamente, “enxergar igualdades num mundo de diferenças”, para fazermos agora um mundo melhor para cada uma das nossas crianças e adolescentes. Lázaro Ramos Ator e Embaixador do UNICEF no Brasil Fonte: racismoambiental

Wagner Moura e Vadinha levam Mostra Baiana ao Festival de Teatro de Curitiba


publicado: Africas.com.br
FUNCEB vai promover a participação de sete montagens na 22ª edição do evento, onde também será lançado oKit de Difusão do Teatro da Bahia

A edição 2013 do Festival de Teatro de Curitiba, referência das artes cênicas do Brasil, que ocorrerá na capital paranaense entre 26 de março e 7 de abril, terá em sua programação uma Mostra Baiana, com curadoria do ator Wagner Moura. Áfricas (Chica Carelli), Luz Negra (Rino Carvalho), O Pássaro do Sol (Olga Gómez), Pólvora e Poesia (Fernando Guerreiro), Sargento Getúlio (Gil Vicente Tavares), Seu Bomfim (Fábio Vidal e Meran Vargens) e Siré Obá – A Festa do Rei(Fernanda Júlia) vão representar o estado nesta ação que fará parte do FRINGE, mostra paralela do evento. A iniciativa integra o Programa de Difusão do Teatro da Bahia e é realizada pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA), com o objetivo de promover a recente produção teatral baiana, estimular o seu intercâmbio e apresentar um panorama deste cenário com encenações de qualidade técnica e artística.

Os sete espetáculos vão ter as suas necessidades logísticas (passagens, hospedagem e alimentação) custeadas pela FUNCEB. Uma equipe de produção e um profissional de Relações Públicas vão acompanhar as atividades, garantindo também a divulgação e a promoção da Mostra, bem como as investidas em comunicação e na articulação de negócios. Tudo isto se torna possível pela parceria consolidada com o próprio Festival de Teatro de Curitiba, que incentiva a realização de mostras especiais dentro do FRINGEpara fortalecer o espaço de troca e divulgação da produção teatral brasileira, e oferecerá as devidas pautas em teatros e aparatos técnicos.

Premiado e nacionalmente reconhecido ator de teatro, cinema e televisão, Wagner Moura aceitou o convite de fazer a seleção dos participantes da Mostra Baiana, com a colaboração de Vadinha Moura. Os espetáculos foram escolhidos a partir do Kit de Difusão do Teatro da Bahia, que reúne informações sobre 28 montagens teatrais no intuito de ampliar a visibilidade delas nacional e internacionalmente. Este material inédito, que apresenta textos trilíngues (português, inglês e espanhol), imagens e vídeos, será lançado na abertura da Mostra Baiana no Festival de Teatro de Curitiba, onde curadores, produtores, artistas, representantes de diversos festivais de artes cênicas e imprensa especializada estarão presentes.

O Kit de Difusão do Teatro da Bahia foi composto através de uma consulta a instituições de referência na área – Cooperativa Baiana de Teatro, Sindicato dos Artistas e Técnicos em Diversões do Estado da Bahia (SATED-BA) e Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em conjunto com a Coordenação de Teatro da FUNCEB –, que indicaram 16 espetáculos. Para completar o material, a FUNCEB realizou inscrições através de uma convocação pública. Os trabalhos que se candidataram foram avaliados por três curadores: Maria Rejane Reinaldo (atriz, diretora, pesquisadora, gestora e produtora cultural, diretora do Programa de Formação do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga), Sérgio Bacelar (idealizador e coordenador do Festival de Teatro Brasileiro) e César Augusto (ator, produtor e diretor, integrante da Cia. dos Atores e diretor do TEMPO_FESTIVAL das Artes – RJ). Eles selecionaram mais 12 montagens, levando em conta a qualidade artística e a potencialidade delas para o desenvolvimento das atividades de difusão.

Após o lançamento no Festival de Teatro de Curitiba, o Kit de Difusão do Teatro da Bahia será enviado a profissionais relacionados a projetos significativos de difusão, circulação e divulgação de espetáculos teatrais no Brasil e no exterior. Em seguida, será iniciado o trabalho de produção de uma nova edição, com montagens estreadas entre 2011 e 2013.

Mostra Baiana no Festival de Teatro de Curitiba

Curadoria: Wagner Moura



ÁFRICAS

Estreado em 2006, é o primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando de Teatro Olodum. Com texto e direção de Chica Carelli, traz à cena o continente africano através de suas histórias, seus mitos e contos. As coreografias de Zebrinha, a música de Jarbas Bittencourt, o figurino de Zuarte Jr., o cenário de Helio Eichbauer e o talento dos atores conspiram para levar as crianças, através da magia da montagem, a descobrirem e se encantarem com este continente que tanto contribuiu para a formação da cultura da Bahia.

Com mais de duas décadas de atuação, o Bando de Teatro Olodum faz parte da história do teatro brasileiro. Nascida no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, a companhia, formada por atores exclusivamente negros, é uma referência. E é um dos poucos grupos baianos a manter um corpo estável, com elenco, diretores e técnicos. Em sua trajetória, o Bando construiu e consolidou uma dramaturgia e estética próprias do negro, seu olhar sobre as questões humanas e sua história econômica e sociocultural.



Mais informações e contatos:

www.bandodeteatro.blogspot.com | bando2@gmail.com | 55 71 3083-4619/ 55 71 9998-9133



LUZ NEGRA

Duas cabeças decepadas dos seus corpos gritam desesperadamente numa tentativa de compreender a crueldade e insensibilidade dos homens. Essa é a tônica do texto premiado do salvadorenho Álvaro Menén Desleal (1931-2000), dirigido por Rino Carvalho. Luz Negra, estreado em 2010 com apoio do Edital Manoel Lopes Pontes – Apoio à Montagem de Espetáculos de Teatro, promovido pela FUNCEB/SecultBA, propõe uma reflexão sobre o mundo individualista, globalizado e paradoxal, onde a emoção/sensibilidade/sentimento são considerados uma pedra no caminho. A montagem usa do realismo fantástico para propor uma atmosfera de visual e sensibilidade incomuns, uma inquietação artística que busca provocar no público uma reflexão sobre os valores humanos. No elenco, estão Caíca Alves, Evelin Buchegger e Leonardo Mineiro.

Mais informações e contatos:

caicalves@yahoo.com.br | 55 71 9198-4708



O PÁSSARO DO SOL

A peça infanto-juvenil narra a história de um jovem guerreiro que é transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol. Adaptado de lenda indígena brasileira sobre a descoberta do fogo, o espetáculo é o resultado de investigações teatrais do grupo A RODA dentro do universo de animação de sombras. Estreada em 2010, a montagem foi apoiada através do Edital Manoel Lopes Pontes – Apoio à Montagem de Espetáculos de Teatro, promovido pela FUNCEB/SecultBA, e é vencedora da categoria ‘Espetáculo Infanto-Juvenil’ do Prêmio Braskem de Teatro 2010. Direção, adaptação e bonecos são de Olga Gómez, e o texto é de Myriam Fraga.

A RODA foi fundada em Salvador no ano de 1997, e, desde então, difunde o teatro de animação de bonecos por meio de oficinas e da criação e produção de espetáculos. O grupo leva aos palcos um teatro eminentemente visual, que fala a todas as idades tanto pela força plástica de seus protagonistas quanto pela temática de apelo mitológico.

Mais informações e contatos:

www.arodateatro.com | olga@arodateatro.com | 55 71 3363-4065



PÓLVORA E POESIA

Um confronto entre a razão, a paixão e a vida desregrada de dois poetas transformadores do século XIX – Arthur Rimbaud e Paul Verlaine –, o espetáculo encena premiado texto de Alcides Nogueira, trazendo à tona questionamentos de valores, conceitos e ideologias, num encontro entre a dramaturgia clássica e o teatro contemporâneo. Estreada em 2010, a montagem teve apoio por demanda espontânea pelo Fundo de Cultura da Bahia/SecultBA e venceu duas das cinco categorias em que disputou no Prêmio Braskem de Teatro 2010: ‘Espetáculo Adulto’ e ‘Direção’, para Fernando Guerreiro. No elenco, estão Caio Rodrigo e Talis Castro.

Mais informações e contatos:

www.polvoraepoesia.com.br | taliscastro@hiperativa.art.br | 55 71 3017-7176/ 55 71 9965-0953



SARGENTO GETÚLIO

Da obra de João Ubaldo Ribeiro, o monólogo conta a história de Getúlio, um rude sargento que tem a missão de levar um prisioneiro, inimigo político de seu chefe, da cidade de Paulo Afonso, na Bahia, a Aracaju, em Sergipe. No meio do caminho, em virtude de uma mudança no panorama político, o sargento recebe a ordem para soltar o prisioneiro, mas Getúlio decide levar sua missão até o fim, contra tudo e todos.

Dirigida por Gil Vicente Tavares à frente do Teatro NU, a montagem estreou em 2011 com patrocínio através do Fazcultura/SecultBA e venceu as categorias ‘Espetáculo Adulto’ e ‘Ator’ (Carlos Betão) no Prêmio Braskem de Teatro 2011, em que também concorreu aos prêmios de ‘Direção’ e ‘Categoria Especial’, pela Iluminação de Eduardo Tudella.

Mais informações e contatos:

multi@multiplanejamento.com.br | 55 71 9976-4925

SEU BOMFIM

O espetáculo, inspirado livremente no conto A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa, apresenta um velho e errante contador de histórias do sertão brasileiro, chamado Seu Bomfim, que narra a história do “homem do rio”, que abandonou sua família e vida cotidiana para se colocar numa canoa onde permanece durante muitas décadas. A partir dessa narrativa, Seu Bomfim fala de acontecimentos do passado, rememorando pessoas e locais e expondo pensamentos sobre várias questões mitológicas e arquetípicas. Suas histórias, humor, questionamentos e ações levam o espectador a entrar no seu mundo subjetivo, colocando em evidência o drama humano pessoal que se encontra enraizado numa cultura sertaneja/nordestina/brasileira.

A montagem tem criação, atuação e produção de Fábio Vidal, que também assina a direção com Meran Vargens. Sua estreia, no ano 2000, culminou na criação de O Território Sirius Teatro, atualmente composto por Emerson Cabral, Fábio Vidal, Mariana Freire e Viviane Jacó.

Mais informações e contatos:

www.territoriosirius.com.br | fabiomsvidal@hotmail.com | 55 71 3322-9192/ 8816-4924

SIRÉ OBÁ – A FESTA DO REI

Uma celebração e uma homenagem às divindades africanas que compõem a cosmogonia yorubana, com direção de Fernanda Julia à frente da Cia. de Teatro Nata, fundada em 1998 na cidade de Alagoinhas, interior da Bahia. Seus espetáculos têm como eixo norteador a história, a cultura e a religiosidade afrobrasileiras.

Siré Obá – A Festa do Rei é inspirada pelos Orikis (poesia em exaltação aos orixás), e se compõe como um espetáculo-festa, com dramaturgia lírica. Através do teatro, da dança afro, da música e da poesia, a montagem mostra a beleza e a filosofia do culto aos Orixás, desmitificando preconceitos, combatendo a intolerância religiosa e unindo religião e arte. Segue a sequência das músicas cantadas e tocadas para os Orixás nos rituais públicos do Candomblé, celebrando junto com espectador a grandeza e os feitos dessas divindades. Estreada em 2009, a peça foi montada com apoio do Edital Manoel Lopes Pontes – Apoio à Montagem de Espetáculos de Teatro e concorreu a três categorias do Prêmio Braskem de Teatrodaquele ano: ‘Espetáculo Adulto’, ‘Revelação’ (Fernanda Julia, pela direção) e ‘Categoria Especial’ (Jarbas Bittencourt, pela direção musical) – nesta última, sagrou-se vencedora.

Mais informações e contatos:

www.kalikproducoes.com.br | susankalik@gmail.com | 55 71 8760-6074

Os espetáculos serão apresentados no Teatro José Maria Santos, sempre com o mesmo valor, R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada), com sessões às 18h e 21h para as peças adultas e às 11h e 16h para as peças infanto-juvenis. Às 14h de terça (26) ainda havia ingressos disponíveis à venda para todas as peças.

Serviço
MOSTRA BAIANA NO FRINGE 2013
Quando: de 26 de março a 7 de abril
Horários: peças adultas às 18h e 21h e peças infanto-juvenis às 11h e 16h
Onde: Teatro José Maria Santos (R. Treze de Maio, 655 – Centro)
Quanto: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)
Programação completa: http://festivaldecuritiba.com.br



Fonte: Maira Araujo






quinta-feira, 21 de março de 2013

Elza Soares homenageia Chorão e protesta contra Marco Feliciano durante show em São Paulo

20/03/2013 • Luciana Rabassallo
publicado:virgula.uol.com.br

Com o show intitulado Deixa a Nega Gingar, Elza Soares subiu ao palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, na noite desta terça-feira (19), e apresentou clássicos como Mas Que Nada, Malandroe Espumas ao Vento. A apresentação contou com a participação especial de Gaby Amarantos, cantora paraense representante do tecnobrega, que cantou ao lado de Elza seu hit Ex Mai Love.

"Muito obrigada pela presença de todos vocês. Comecei minha carreira em São Paulo e estava cheia de saudades dessa plateia maravilhosa", afirmou a cantora, antes de acrescentar "eu operei minha coluna, mas a voz ainda é a mesma", referindo-se a uma cirurgia que faz na coluna há alguns anos.

Acompanhada pelos músicos Rodrigo Ferreira, Nelson Freitas, Paulinho Black e JP Silva, a diva da black music brindou o público com seu conhecido repertório revisitado pelas bases eletrônicas doDJ Ricardo Muralha, que mistura a sonoridade brasileira de Elza vertentes como house, techno e drum’n bass. "A mistura dos nossos ritmos, como o arroz e feijão, deixa todo mundo com água na boca, não é?", brincou.

A carioca aproveitou a clássica A Carne, conhecida por seu latente conteúdo político, para homenagear o cantor Chorão, encontrado morto no apartamento em que morava no início do mês de março. "Viva Chorão", afirmou, antes de emendar a canção Não É Sério, que tem originalmente a participação da rapper Negra Li. "O jovem no Brasil precisa de espaço, precisa ser ouvido", disse Elza.

Do auge de seus 75 anos, a interprete não deixou passar em branco e aproveitou o momento para falar sobre a polêmica em torno da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, que atualmente é presidida pelo pastor Marco Feliciano (PSC-SP). A eleição do político para o cargo é motivo de protesto devido a declarações racistas e homofóbicas que ele fez nas redes sociais. 

"O negro continua sendo discriminado no Brasil. Não existe direitos humanos para as minorias. Protejam o mundo gay, as mulheres, os pobres e os negros. Está na hora dessa realidade mudar", afirmou. "Estamos em um país livre. Somos todos livres, temos o direito de ir e vir. Fora!", disse. A reação da plateia foi imediata e engrossou o coro da cantora: "Fora!".

Na sequência foi a vez de Gaby Amarantos voltar ao palco para um dueto nas faixas Chove Chuva,País Tropical e É Hoje. Antes de se despedir, a paraense aproveitou para agradecer o convite: "Sempre foi um sonho cantar com Elza. É um momento muito importante da minha carreira e uma grande honra", finalizou.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Morre no Rio o cantor Emílio Santiago

Cantor, de 66 anos, estava internado desde o dia 7 de março, quando sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico

Morreu nesta quarta-feira o cantor Emílio Santiago. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, desde o dia 7 de março, quando sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico (quando não há hemorragia). Santiago tinha 66 anos e estava sozinho em casa quando sentiu-se mal. Foi encontrado pela empregada.
Emílio Santiago começou a cantar em festivais universitários na década de 1970. Participou do programa de calouros de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi, e foi crooner da orquestra de Ed Lincoln, além de fazer apresentações em boates e casas de espetáculos noturnas.
Ficou conhecido do grande público com o projeto "Aquarela Brasileira", iniciado em 1988, com sete volumes dedicados à música popular brasileira. O último disco lançado por Emílio Santiago foi "Só danço samba (ao vivo)", lançado em 2012, junto com um DVD. Antes do AVC, ele estava em turnê, com shows marcados para Rio de Janeiro e Campinas.

fonte: gazeta do povo